O uso da cafeína na prevenção e alívio da asma

 Cafeína 

Louise  Thomazel 


       Dada a tendência dos homens a desejar tudo que proporciona sensações agradáveis, não surpreende que três diferentes moléculas de alcaloides — a morfina da papoula, a nicotina do tabaco e a cafeína do chá, do café e do cacau — sejam requisitadas e apreciadas há milênios. Além disso, as três se reuniram de modo inesperado numa interseção da história. É possível que produtos da papoula tenham sido colhidos e apreciados desde tempos pré-históricos. Durante centenas de anos o ópio continuou visto como erva medicinal. Era bebido numa infusão amarga ou engolido na forma de uma pílula esmagada.

        Seu uso era tão difundido que se administravam doses de preparados

de ópio até para recém-nascidos e criancinhas na primeira dentição; propagandeados como xaropes calmantes e cordiais, eles chegavam a conter até 10% de morfina. Na China, durante centenas de anos, o ópio havia sido uma erva medicinal respeitada. Mas a introdução de uma nova planta contendo alcaloides, o tabaco, provocou uma mudança da função do ópio na sociedade chinesa. Fumar era um hábito desconhecido na Europa até que Cristóvão Colombo, levou para lá o tabaco do Novo Mundo e o hábito de fumar se difundiu rapidamente.

        O efeito de alcaloides como a morfina e a nicotina, absorvidos diretamente na corrente

sanguínea pela fumaça inalada para os pulmões, é extraordinariamente rápido e intenso. Fumar ópio já se tornara um costume cultural e existia uma vasta rede para a distribuição e comercialização do produto. É aí que nosso terceiro alcaloide, a cafeína, entra na história. Antes do século XVIII, os comerciantes europeus haviam encontrado pouca satisfação em negociar com a China. Eram poucos os produtos que os chineses desejavam comprar do Ocidente, e entre eles certamente não estavam os bens manufaturados que os holandeses, britânicos, franceses e europeus de outras nações mercantis tinham interesse em vender. Por outro lado, havia demanda das exportações chinesas na Europa, em particular de chá. É provável que a cafeína, a molécula alcaloide suavemente viciadora presente no chá, tenha alimentado o insaciável apetite do Ocidente pelas folhas secas desse arbusto que fora cultivado na China desde a Antiguidade.


 Uso da cafeína na prevenção e alívio da asma.


  • Escolhi esse tema, pois ao efetuar a leitura do capítulo, me despertou interesse em saber como um alcaloide, dado como viciante, pode ajudar na prevenção de uma doença que afeta uma quantidade bem considerável da população mundial.

A cafeína, poderoso estimulante do sistema nervoso central, é uma das drogas mais estudadas no mundo. Segundo as últimas das numerosas teorias sugeridas ao longo dos anos para explicar seus efeitos sobre a fisiologia humana, a cafeína bloqueia o efeito da adenosina no cérebro e em outras partes do corpo. A adenosina é um neuromodulador, uma molécula que diminui a taxa de descargas nervosas espontâneas e, assim, torna mais lenta a liberação de outros neurotransmissores, podendo portanto induzir o sono. Não se pode dizer que a cafeína nos desperte, embora tenhamos essa impressão. Seu efeito é na realidade impedir a adenosina de exercer seu papel normal de nos fazer dormir. Quando a cafeína ocupa receptores de adenosina em outras partes do corpo, sentimos uma agitação típica: o ritmo cardíaco aumenta, alguns vasos sanguíneos se estreitam, enquanto outros se dilatam, e certos músculos se contraem mais facilmente.


  • Protege o sistema respiratório.


        A cafeína é conhecida mais como uma bebida estimulante do que um remédio caseiro, mas por anos os cientistas se perguntam se a cafeína pode trazer benefícios para pessoas com asma. Diversos estudos  apontam que o café tem um efeito broncodilatador. Portanto, é bom para quem tem asma – e também para prevenir a doença. Além disso, a bebida também reduz a fadiga dos músculos respiratórios. De acordo com estudos epidemiológicos desenvolvidos nesta área, a probabilidade dos consumidores moderados de café desenvolverem os sintomas usuais de asma é, em média, 30% menor do que os não consumidores, sendo o efeito benéfico significativamente dependente da dose ingerida.

       A suspeita deriva em parte de sua estrutura química, que se parece com a da teofilina, um remédio comum para a asma que relaxa os músculos das vias aéreas e alivia a respiração ofegante, falta de ar e outros problemas respiratórios. De fato, quando a cafeína é ingerida e decomposta pelo fígado, um derivado são pequenas quantidades de teofilina.

Mas as melhorias são muito leves, como mostram estudos – certamente não suficientes para que a cafeína substitua a medicação. O outro problema é que, devido a suas similaridades químicas, consumir cafeína demais pode aumentar qualquer efeito colateral da teofilina. Como resultado, os médicos recomendam que as pessoas que tomam a medicação prestem atenção ao seu consumo de café, chá, chocolate e outros alimentos com cafeína.


Bibliografia:

https://www.abic.com.br/o-cafe/cafe-e-saude/cafe-e-sistema-respiratorio/

https://www.google.com.br/amp/s/minhasaude.proteste.org.br/12-beneficios-do-cafe-para-a-saude-que-voce-ainda-nao-conhecia/%3famp

https://www.google.com.br/amp/s/www.uol.com.br/tilt/ultimas-noticias/redacao/2010/12/02/mito-ou-verdade-cafe-alivia-sintomas-de-asma.amp.htm

https://www.meridiano.com.br/blog/cafeina-alivia-sintomas-da-asma/


Comentários

  1. Louise, seu trabalho no geral ficou muito bom. Sua pesquisa foi autentica e trouxe informações curiosas! Espero que tenha descoberto coisas novas desenvolvendo essa pesquisa. Parabéns! By Profe Verô.

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