INSTITUTO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO ASSUNTA FORTINI
Nome: Sara Simon Serpa
Número 24
Turma: 3º ano C
Data: 14/10/2020
Sal
Química
História do sal
Muito tempo atrás,
antes do sal ser de uso industrial, ele era considerado um produto caro e raro,
se tornando uma moeda. O Império Romano pagava
seu exército com o produto , e vem daí a nomenclatura salário
(salarium, em latim). O produto chegou a ser alvo da política de pão e circo
dos césares, que subsidiavam o item para que ele não faltasse às
mesas. Era uma medida cautelar contra insurgências populares. Em outros impérios e circunstâncias, o estado exerceu monopólio sobre o
produto. Isso ocorreu no império britânico e também no português. O primeiro caso é um dos mais emblemáticos do “poder do sal”. Desde o século 18, os britânicos dominaram boa parte do território
hoje ocupado pela Índia, e toda a produção e rendimento do sal eram vertidos
aos cofres reais. Mahatma Gandhi se levantou contra a situação. Em 1930, ele
caminhou 400 quilômetros até o
litoral do país para raspar sal à beira do mar. Iniciou a jornada com 78
homens; chegou ao mar cercado de milhares. Queria, com isso, demonstrar que era
absurda a ideia de pagar aos britânicos por algo que a natureza fornecia de graça. O episódio foi um dos catalisadores da independência
indiana, que se confirmaria em 1949.
O
sal logo virou alvo da cobiça dos governantes, que passaram a tributar o comércio e a produção e a arrecadar
grandes somas de dinheiro. Em várias civilizações, a extração de sal era monopólio estatal.
De tão essencial, o direito ao sal chegou
a ser garantido pelo Estado. Os romanos, apesar de não manterem monopólio sobre
o sal, baixavam seu preço para garantir que os plebeus tivessem acesso a ele. “Sal para todos” era um lema
romano. Foi nessa época
que surgiu a palavra “salada”, pois havia o costume de
salgar os vegetais para amenizar o amargor de alguns deles. A ausência do
saleiro numa mesa romana era um sinal de inimizade.
Química
O cloreto de sódio pertence à função inorgânica dos sais e é composto pela associação do cátion sódio (Na+) e o ânion cloreto (Cl-) por meio de uma ligação
iônica.
O cloreto de sódio é formado por dois
elementos químicos:
→ Sódio (Na):
• pertence à família dos metais (capazes de formar cátions facilmente)
alcalinos (IA);
•
apresenta um elétron na camada de valência;
• possui número atômico igual a 11;
•
possui alta
eletropositividade (capacidade de perder elétrons).
→ Cloro (Cl)
• pertence à família dos halogênios;
• é um ametal (é por isso que se torna um ânion tão facilmente);
•
apresenta sete elétrons na camada de valência;
• possui número atômico igual a 17;
•
possui alta
eletronegatividade (capacidade de ganhar elétrons).
A estrutura química
do cloreto de sódio é composta por um único ânion cloreto (esfera verde), que interage com seis cátions sódio (esferas azuis), como podemos observar na estrutura
abaixo:
Curiosidades
Um corpo adulto tem, em média, 250 gramas de sal. Curiosamente,
a deficiência de sal não dá
um aviso claro – como a falta de comida, que causa fome. Por um mistério da fisiologia humana, ninguém sente um incontrolável desejo por sal. A carência,
que pode até matar,
manifesta-se em dores de cabeça, fraqueza e náusea. De qualquer forma, o homem
aprendeu a reconhecer esses sinais e sempre buscou complementar sua alimentação
com sal. Ele já foi um artigo precioso, motivou guerras, ergueu impérios e estimulou o comércio entre os povos. Hoje, tempera - e
salva - nossas vidas.

Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirSara, seu trabalho no geral ficou muito bom. Sua pesquisa foi autentica e trouxe informações curiosas! Espero que tenha descoberto coisas novas desenvolvendo essa pesquisa. Parabéns! By Profe Verô.
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